O presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Francisco da Costa e Silva, informou ontem que a entidade não encontrou indícios de manipulação nas cotações das ações durante a forte oscilação de preços nas bolsas de valores brasileiras na semana passada. Ele explicou que não se encontrou sinal de concentração elevada de compra ou de venda de ações por parte de uma único investidor.
De acordo com Costa e Silva, o percentual médio por investidor no volume diário de papéis vendidos foi de 6%, o que considera ser insuficiente para se manipular o mercado. Um único investidor chegou a representar 10% do volume total vendido, mas comprou logo em seguida 6% dos papéis negociados no dia, ressaltou ele.
A entidade fez um acompanhamento das oscilações do mercado acionário do dia 11 até a sexta-feira, dia 18. A CVM fez uma ‘‘análise criteriosa’’ sobre as operações das dez principais corretoras compradoras e as dez principais vendedoras de cada dia do pregão, tanto nas bolsas de valores quanto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), mas menhuma continha concentração que garantisse poder de fogo para manipulação do mercado.
O presidente da CVM afirmou que, de um ano para cá, vem montando um sistema de acompanhamento no qual todas as ações são monitoradas. Para cada papel são estabelecidos parâmetros máximos de variação em relação à cotação, ao número de negócios e volume financeiro. Se alguma sai de seu parâmetro, acende-se um sinal vermelho.

mockup