Rio de Janeiro - Cerca de 100 pessoas serão ouvidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na investigação que apura possível vazamento de informações na fusão da AmBev com a belga Interbrew. Serão depoimentos tomados no Brasil, nos Estados Unidos e na Bélgica, afirmou o presidente da autarquia, Luiz Leonardo Cantidiano, que participou ontem da 3 Conferência sobre Previdência Privada, promovida pela Anapp/OCDE-Brasil.
Cantidiano disse que a CVM já solicitou informações da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) sobre a movimentação, a custódia de ações e a participação dos principais envolvidos - AmBev, Braco e a Previ. Os dados levantados durante a apresentação serão cruzados pela autarquia, que irá avaliar se há necessidade ou não de abrir um inquérito. Na quinta-feira, o próprio Cantidiano irá prestar depoimento na comissão de Direito do Consumidor da Câmara dos Deputados sobre o caso AmBev. Na ocasião, ele irá detalhar as investigações feitas pela autarquia.
A compra da Oi pela Telemar já virou inquérito na CVM. Cantidiano informou que, após uma investigação feita pela área técnica do órgão, foram identificados indícios que levaram à abertura de processo para investigar possíveis irregularidades na operação, ocorrida no ano passado. Segundo fontes que acompanham o processo, a CVM já está concluindo o trabalho de investigação e deve começar nas próximas semanas a receber a defesa dos envolvidos.

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