Cutolo diz que juro maior ainda não chega ao SFH
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 08 de setembro de 1998
Agência Estado 
A alta nas taxas de juros não atingirá, de imediato, o custo das linhas de financiamento de habitação da Caixa Econômica Federal, que manterá todos os sete programas de crédito atuais. A orientação que temos do ministro Pedro Malan (Fazenda), ao qual a Caixa está diretamente vinculada, é a de não alterar nossas operações, afirmou ontem o presidente da instituição, Sérgio Cutolo, depois de assinar, na agência central da CEF no Rio, o convênio Caixa do Trabalhador.
A elevação da Taxa de Referência (TR), consequência da alta dos juros, terá, segundo ele, efeito apenas residual sobre o reajuste anual do financimento, caso a medida dure o pouco tempo que espera o governo. Isto porque o reajuste é calculado pela média da TR. Se considerarmos a evolução da TR de outubro de 95 até o período pré-crise asiática, em outubro do ano passado, notaremos que seu comportamento foi muito melhor do que o da maioria dos índices de preços, comenta Cutolo.
Agora estamos diante de uma crise momentânea, conjuntural, em que se tem de adotar medidas monetárias rígidas que deverão ter algum reflexo, que ainda não sabemos qual é. De qualquer forma, mesmo acreditando que a elevação na TR, indexador da poupança e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), não terá efeito instantâneo sobre os reajustes dos financiamentos imobiliários, o presidente da Caixa recomenda cautela aos candidatos a mutuários.
Segundo ele, a capacidade de endividamento de cada um continua a ter importância prioritária na obtenção e pagamento do crédito. Hoje dou o mesmo recado de antes da crise: cada pessoa, quando vai assinar um contrato, tem de pensar muito na sua situação e projetar isso para o futuro, comentou.


