RIO - A Central Única dos Trabalhadores está ‘‘em vigília permanente’’ à espera da eventual realização do leilão de privatização da Vale do Rio Doce. De acordo com o diretor da executiva da central no Rio, Carlos Maldonado, a CUT tem condições de levar em caso de haver uma convocação relampago pelo menos dois mil manifestantes para protestar na porta da Bolsa de Valores do Rio. ‘‘Os sindicatos estão de plantão’’, disse.
Outro sindicalista da executiva nacional da CUT, Marcelo Sereno, disse ontem que o ato contra a privatização deverá ser na próxima quinta-feira. Segundo o sindicalista, a idéia é reunir manifestantes em frente ao prédio da Assembléia Legislativa, no centro do Rio, próximo à Bolsa de Valores. ‘‘No caso de o governo não conseguir pressionar o judiciário, a idéia é fazer um ato que dê início à campanha pelo plebiscito’’, explica Sereno.
A proposta da CUT prevê a adesão de outros opositores da privatização da Vale, como a União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Movimento de Defesa da Economia Nacional (Modecon), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
Independentemente disso, para que as entidades contrárias à privatização não sejam pegas de surpresa, segundo Maldonado, cada um dos sindicatos filiados à CUT tem um responsável que acompanha o andamento das ações que paralisaram a venda da estatal.

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