A Força Sindical apoiará qualquer tentativa de sindicatos ou de centrais de reduzirem a jornada de trabalho, mesmo que em troca do reajuste anual de salários. ‘‘O desemprego é um problema tão sério que tudo pode e deve ser tentado’’, afirmou o diretor da central e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Paulo Pereira da Silva. ‘‘Sou defensor dessas trocas desde que os trabalhadores concordem.’’
Já a Central Única dos Trabalhadores (CUT) é radicamente contra a iniciativa. Segundo o secretário geral da CUT, João Vaccari Neto, não são os reajustes salariais que devem se converter em redução de jornada, mas sim os ganhos das empresas com produtividade e avanços tecnológicos.
Segundo Paulinho, na sua categoria _ a maior do setor privado em São Paulo, com 300 mil trabalhadores _ a tradição do reajuste na data-base, em novembro, ainda é muito forte. ‘‘Pode até ser que surja essa idéia na base, mas vai ter que ser muito bem discutida.’’ Mas seu sindicato ou qualquer outro da Força Sindical, afirmou, não fugirá a nenhum debate do gênero. (AE) .

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