CUT rejeita a proposta de aumentar multa do FGTS
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de janeiro de 2001
Agência Estado De São Paulo 
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Felício, informou ontem que a central não vai apoiar a proposta de aumento da multa de rescisões de contrato de 40% para 60% como forma de arrecadar fundos para o pagamento da dívida do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) provocada pelos planos Verão e Collor.
A proposta é da Força Sindical e será apresentada amanhã ao ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, pelo presidente da central, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. Na sexta-feira, o sindicalista afirmou que a CUT apoiaria a proposta.
Segundo Felício, a CUT avaliou que a proposta pode provocar o aumento das contratações informais (sem carteira assinada) como alternativa dos empresários para evitar o pagamento da multa maior em dispensas. Disse ainda que a dívida tem de ser assumida pelo governo, e não por setores da sociedade.
Felício não descartou a discussão de uma proposta conjunta entre todas as centrais sindicais, mas disse que esse debate só deve ocorrer quando o governo apresentar sua proposta para o pagamento dos saldos do FGTS.
A CUT só voltará a se reunir com o governo quando este tiver alguma coisa concreta para apresentar. Não queremos mais reuniões só para ouvir as angústias do governo e ele, as nossas, disse.


