CUT quer assinaturas para reduzir jornada
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terça-feira, 04 de março de 2008
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Central Única dos Trabalhadores do Paraná (CUT-PR) quer a adesão de, pelo menos, 50 mil paranaenses ao abaixo-assinado lançado, ontem, para pressionar a Câmara dos Deputados a agilizar a tramitação da proposta de emenda constitucional (PEC 393/2001), que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas. Um ato público, na Boca Maldita, no centro de Curitiba, marcou o início da mobilização no Estado, lançada, nacionalmente, mês passado, em São Paulo. CUT e outras centrais sindicais querem reunir 1 milhão de assinaturas em todo o País.
Para o presidente da CUT-PR, Roni Anderson Barbosa, a situação atual do mercado de trabalho, em que muitos trabalhadores são submetidos a jornadas excessivas e ritmos de trabalho intenso, é um ''paradoxo'', pois, ao mesmo, há milhares de desempregados. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) calculou que a redução da jornada, em quatro horas, sem redução de salários, abriria a oportunidade de geração de 130 novos empregos, somente no Paraná. Em todo o País, seria possível absover 2,2 milhões de trabalhadores.
A PEC 393/2001, de autoria dos senadores Inácio Arruda (PCdoB) e Paulo Paim (PT-RS), está parada na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, aguardando a criação de uma comissão temporária. A PEC propõe alteração nos incisos XIII e XVI do artigo 7º da Constituição, reduzindo a jornada de trabalho para 40 horas semanais e aumentando para 75% a remuneração do serviço extraordinário. A proposta foi desarquivada em 30 de abril do ano passado, a pedido do deputado federal Arnon Bezerra (PTB-CE). São necessários 300 votos para aprovar a PEC.


