São Paulo A Central Única dos Trabalhadores (CUT) propõe a criação de uma ambiente favorável à aprovação da reforma sindical. Após três dias de plenária, concluída ontem em São Paulo, a central elaborou uma lista com propostas de emendas à PEC 369, que trata da reforma. De acordo com o presidente da entidade, Luiz Marinho, a CUT se empenhou em sugerir mudanças em temas polêmicos, como o fim da unidade dos sindicatos e da estrutura sindical.
''Há uma constatação de um ambiente no Congresso Nacional de impossibilidade de a reforma ser tramitada. Precisamos criar um novo ambiente'', disse o presidente da CUT. ''Há uma insegurança de muita gente com o fim da unicidade. Então estamos admitindo mantê-la nos sindicatos de base, porém agregando outros requisitos que discutimos no Fórum Nacional do Trabalho'', acrescentou.
Entre esses requisitos, Marinho citou a mudança do conceito de sindicato por categoria para uma organização sindical por setores e ramos de atividade, com representatividade mínima e estatutos democráticos. Ele citou ainda o reconhecimento das centrais sindicais e a liberdade de sua estrutura. ''Isso criaria instrumentos para que os trabalhadores busquem fortalecer os sindicatos, a negociação e a representatividade.''
A lista de propostas apresentada pela CUT inclui ainda o fim do imposto sindical (contribuição compulsória) e das taxas confederativa e assistencial e a instituição da contribuição negocial; direito de organização por local de trabalho; contrato coletivo nacional por ramo; direito de negociação e greve nas três esferas do setor público; ultratividade dos contratos; substituição processual; oposição a práticas anti-sindicais; e a não-intervenção do Estado, entre outras sugestões.
A plenária da CUT contou com 558 delegados, sendo que 86% aprovaram a lista de emendas à PEC.

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