Os sindicalistas da CUT (Central Única dos Trabalhadores), no encontro ontem com o presidente Fernando Henrique Cardoso, em Brasília reivindicaram medidas para reduzir o preço dos veículos. Eles querem que o governo reduza os impostos para que os preços dos automóveis possam ser mais baixos.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, disse que a arrecadação não seria afetada porque, com o aumento das vendas, a receita subiria. Segundo ele, a diferença do pedido feito por eles e pelos empresários é que os trabalhadores querem a garantia do nível de emprego, enquanto as montadoras reivindicam incentivos fiscais para manter o lucro. Marinho disse que o carro popular no Brasil é caro, em torno de R$ 11 mil, e sugeriu ao governo que exija as planilhas de custos das montadoras para conhecer o patamar dos lucros.
A reunião de ontem marcou o início do diálogo do governo com a CUT. Os diálogos entre a central e o governo estavam suspensos desde a votação da reforma da Previdência na Câmara. A CUT participou de uma negociação inicial e depois a abandonou porque não conseguiu convencer o governo a manter os critérios para aposentadoria.
FHC orientou o ministro Paulo Paiva (Trabalho) a marcar uma agenda de reuniões com trabalhadores e empresários para ver o que é possível discutir.

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