Curitiba Sindicalistas da Central Única dos Trabalhadores (CUT) fizeram ontem um protesto na Boca Maldita pedindo a liberação imediata de R$ 11,5 milhões prometidos pelo governo federal para a qualificação de trabalhadores paranaenses. O convênio foi assinado no dia 27 de março deste ano e até agora o repasse soma apenas R$ 1,6 milhão. O secretário estadual de Formação da CUT-PR, Marcos Rochinski, disse que os recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) são destinados ao Plano Nacional de Formação Profissional (Planfor) e atendem 2 milhões de trabalhadores em todo o Brasil.
A verba é destinada para todas as entidades que trabalham com qualificação (Senac, Senai, Sesc, Senar, universidades). Em todo o País, deveriam ser liberados R$ 208 milhões, mas apenas R$ 30 milhões foram encaminhados para os estados. ''Não podemos deixar que os trabalhadores fiquem nas filas do emprego e da qualificação profissional sem chances de serem atendidos'', reclamou Rochinski.
Depois do protesto na Boca Maldita, os sindicalistas seguiram em passeata até a sede da Secretaria de Estado do Emprego e Relações do Trabalho, para pedir o apoio do governo estadual ao movimento. A manifestação foi realizada simultaneamente nas principais capitais brasileiras.
Apesar dos protestos contra a falta de liberação de recursos do governo federal, ontem o governo do Estado comemorou os resultados da qualificação de mão-de-obra no Paraná. A solenidade dos 25 anos do Sistema Nacional de Emprego (Sine) contou com a assinatura de protocolos de intermediação de mão-de-obra entre empresas supermercadistas e governo estadual e acordo com o Senai para a reserva de cotas de vagas para pessoas portadoras de deficiência em treinamentos.

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