São Paulo Enquanto as reformas estruturais não forem aprovadas e implementadas, não resta outra opção ao governo federal para conter a inflação a não ser subir os juros. A avaliação é do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Felício, que garante, porém, que a entidade prosseguirá criticando possíveis aumentos da Selic.
''Nossa esperança é que o governo busque uma alternativa para conter a inflação nos próximos meses sem elevar os juros, mas sabemos que, nesse momento, não resta outra alternativa além dessa e esperar a aprovação das reformas'', diz Felício. ''Se já tivéssemos aprovado as reformas, teríamos três ou quatro opções para esse controle inflacionário. Mas, agora, o que fazer? Congelar os preços e estrangular a economia? Pelo que vimos em anos anteriores, essa não parece ser uma boa opção, porque depois há um estouro nos preços.''
Felício argumenta que o aumento de juros significa paralisação do setor produtivo. ''Sempre a elevação de juros vai ser mal recebida pela CUT, porque prejudica investimentos na produção e inviabiliza a aquisição de bens pelo consumidor'', analisa.

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