São Paulo - A Central Única dos Trabalhadores (CUT) criticou ontem a aprovação do acordo de flexibilização da Força Sindical e prepara para quinta-feira um dia nacional de paralisações e protestos contra a mudança das leis trabalhistas.
‘‘A assembléia para votar o acordo foi articulada pela Força e pelo Dornelles [Francisco Dornelles, ministro do Trabalho’’ para criar um clima favorável ao projeto e pressionar os senadores’’, disse o presidente da CUT, João Felício. ‘‘Fizeram essa encenação justamente quando caminha-se para retirar a urgência urgentíssima do projeto.’’ Para Felício, as mudanças propostas pela Força podem fazer com que os trabalhadores percam direitos.
‘‘Em uma metalúrgica do interior, sem fiscalização ou sem um sindicato forte, o empresário pode, por exemplo, não pagar o reajuste salarial e dizer que já está pagando mês a mês o 13º salário. Pode também ameaçar com demissões em troca de direitos. Daqui a pouco vai ter empresário descontando feriado prolongado como férias porque alguém fez acordo permitindo isso’’, afirmou.
Metroviários, químicos, petroleiros, metalúrgicos (do interior do Estado e do ABC) e funcionários públicos são algumas das categorias ligadas à CUT que já decidiram parar no dia 21 em protesto à mudança na CLT, que precisa ser votada pelo Senado Federal.

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