CUT: condicionar ajuda à garantia de emprego
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quinta-feira, 04 de dezembro de 2008
Isabel Sobral<br>Agência Estado 
Brasília - O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henrique Silva, defendeu ontem que o governo passe a exigir das empresas que receberem socorro do poder público, seja por meio de empréstimos nos bancos públicos ou de desoneração de impostos, a contrapartida de manutenção dos empregados. O nosso foco principal é obter garantia de empregos, afirmou o dirigente sindical. Ele defendeu que essa exigência conste nos contratos de financiamentos das empresas.
O presidente da CUT e outros vários dirigentes sindicais estiveram reunidos com o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), e depois se encontrariam com o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci. Os reuniões ocorreram logo após a realização da 5ªMarcha dos Trabalhadores, na Esplanada dos Ministérios, que reuniu milhares de trabalhadores.
O evento deste ano teve como principal mote o pedido de medidas oficiais que possam garantir os empregos formais em meio aos sinais de agravamento da crise financeira no Brasil. Uma outra reivindicação das centrais sindicais, citada em um documento que lista 18 sugestões, é a ampliação do número de parcelas do seguro-desemprego como forma de amenizar os efeitos de uma onda de demissões.
Para Arthur Henrique, o essencial, entretanto, é garantir que não haja demissões. O presidente Lula tem dito que as pessoas precisam consumir. Nós temos completado que as pessoas só vão fazer isso tendo a garantia de que não serão demitidos, completou o sindicalista.


