São Paulo - O presidente da empresa de autopeças Dana do Brasil (com sede nos EUA), Hugo Ferreira, afirma que a empresa tem tido alguma dificuldade para receber matérias-primas como aço, o que gera obstáculos na produção. Segundo Ferreira, os aumentos nos custos diminuíram a competitividade dos produtos fabricados no Brasil, fazendo com que a companhia perdesse negócios futuros de exportação para Estados Unidos e Europa negociados para 2006 e 2007. Para cumprir os atuais contratos, a Dana teve de recorrer inclusive ao transporte aéreo, que é o mais caro dos modais.
Ferreira reclamou do alto custo do Porto de Santos para movimentar contêineres. ''São gastos mais altos do que no Porto de Buenos Aires'', disse, para depois acrescentar que ''é preciso um projeto alternativo para o Porto de Santos, que está esgotado; por isso o governo de São Paulo está preocupado em buscar saídas''. O governo está investindo no Porto de São Sebastião (SP), que já exportou cargas das montadoras Volkswagen e Fiat. No Porto de Santos, a empresa Santos Brasil está construindo um novo terminal de veículos que deve ser usado para exportações de carros da Volks a partir do fim do ano. (AE)

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