Os números do Deral também apontam um aumento nos custos de produção e que devem influenciar, com mais força, na próxima safra. Segundo levantamento, os quatro principais insumos utilizados na lavoura subiram 26,7% em agosto, sendo que a ureia amentou 25% e o calcário, 13,9%. O técnico do Deral, Disonei Zampieri, relata "que os custos maiores não afetaram tanto a safra que finda, mas no ano que vem deve ser diferente".
Já o presidente da Alcopar, Miguel Tranin, diz que a mesma alta do dólar que favoreceu as exportações do açúcar aumentou os preços dos defensivos, fertilizantes e outros itens, já que boa parte deles são dolarizados. Para ele, o cenário futuro do setor sucroenergético "vai depender muito do comportamento da economia, dos rumos políticos e financeiros e, consequentemente, dos consumos de combustíveis". (V.L.)

mockup