A batata, que no mês de abril superou o preço do tomate, também está sendo encontrada por um preço mais ‘‘salgado’’ nas bancas dos feirantes. O quilo variava de R$ 1,90 a R$ 3, dependendo da variedade e da qualidade do produto.
  O feirante Paulo Nakahodo, que há 35 anos trabalha com produtos hortigranjeiros, comenta que pagou R$ 85 na caixa da batata. ‘‘Se vender por menos de R$ 2,40 o quilo, levo prejuizo’’. Ele afirma que os custos com transporte, embalagem e funcionários são muito altos.
  A justificativa vale também para o preço do tomate, que sofreu uma queda (5,72%) no mês passado. Na banca, dezenas de caixas armazenavam o produto, que podia ser encontrado por R$ 0,50 até R$ 3 o quilo. O feirante alega que na semana passada, pagou R$ 25 pela caixa e esta semana, os preços foram outros, R$ 40 (de atacadista) e R$ 35 a caixa (direto do produtor).
  Apesar do preço, o feirante garante um produto de boa qualidade aos clientes. ‘‘Muita gente que passa primeiro aqui na banca e depois vai conferir os preços e a qualidade em outras, acaba voltando. Ele compra e sai satisfeito, porque a mercadoria é de excelente qualidade’’, garante.
  Nakahodo acredita que o consumidor acompanha a alta dos preços e por isso, não se importa em pagar um pouco mais caro, se o produto é de primeira. ‘‘Em vez de economizar com uma diferença pequena, ele dá preferência pelo melhor produto’’. A consumidora Badia Khouri, confirma a versão do feirante. ‘‘Se for olhar preço, não compramos nada, então, temos que olhar a qualidade e pechinchar’’, recomenda. (M.O.)

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