Custos de tecnologia preocupam pecuaristas
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sexta-feira, 08 de novembro de 2002
Vânia Moreira<br> Equipe da Folha 
Umuarama Entre 10% a 20% dos pecuaristas dos 32 municípios da região de Umuarama já fazem a rastreabilidade (identificação da origem) de animais. Entretanto, a maioria ainda tem muitas dúvidas sobre o sistema. Mais de 500 criadores participaram ontem à tarde do Fórum sobre rastreabilidade bovina, realizado no Centro Cultural de Umuarama.
O encontro foi o sexto de sete que estão sendo realizados em todo o Paraná para divulgar o programa estadual lançado pelo Conselho estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa), e Fundo de Desenvolvimento da Agricultura do Paraná (Fundepec-Pr ) e Federação da Agricultura do Paraná (Faep) para promover a reastreabilidade no estado. O último fórum sobre o assunto será realizado hoje em Maringá.
Dono de 450 alqueires e 1,5 mil cabeças, Danilo Toesca tinha dúvidas se também precisaria fazer o rastreamento, já que trabalha apenas com cria e recria. Já o grande produtor João Batista Dória Ramos adotou o sistema para 108 cabeças que pretende vender para exportação, mas está preocupado com os custos. As empresas particulares cobram R$ 5 por cabeça. Dono de 4 mil cabeças, Ramos queria saber se o programa estadual será gratuito e se vai conseguir atender a demanda.
Segundo o consultor do Fundepec, Antônio Leonel Poloni, o programa estadual foi criado para viabilizar a rastreabilidade para pequenos e médios criadores, porém os grandes também serão atendidos. De acordo com Poloni, O Fundepec vai cobrar apenas o custo do brinco de identificação de cada animal, entre R$ 1 a R$ 1,50. Em todo o Paraná, existem cerca de 190 mil propriedades que exploram a pecuária de corte.
A rastreabilidade já é obrigatória para quem exporta carne para a União Européia. A partir de 2003 será obrigatória também para outros países e dentro de três anos todo animal abatido, mesmo para consumo interno, terá de apresentar a certificação de origem. Todos os criadores, sem exceção terão de se adaptar ao sistema. Segundo o presidente da Sociedade Rural de Umuarama, Milton Gaiari, a região já começou a fazer o cadastramento das propriedades este mês junto com o programa de vacinação contra febre aftosa.


