Se os preços se recuperaram, os custos de produção também passaram por elevação, de acordo com números da pesquisa da CNA em parceria com a Universidade Federal de Lavras (UFLA). O aumento médio foi de 3,91% só nos dois primeiros meses deste ano, em consequência dos reajustes salariais praticados pelo setor.
Essa elevação nos custos afetou de forma diferenciada as duas espécies de café produzidas no País. No caso do café arábica, o custo subiu 3,42% e, em relação ao tipo conilon, o aumento foi ainda maior, de 5,66%. O aumento médio no Custo Operacional do Café (COE), diretamente relacionado aos reajustes salariais, para o café arábica, chegou a 2,72%. Mas ocorreram oscilações nos custos enfrentados pelos cafeicultores devido à maior ou menor modernização do sistema produtivo.
No Paraná, de acordo com o economista do Deral, Paulo Franzini, o custo da saca do café beneficiado no Estado gira em média a
R$ 350. Ele relembra que no ano passado, com valores que despencaram a quase R$ 200, era impossível o produtor viver do cultivo da commodity. "O cafeicultor que busca permanecer na atividade precisa investir na lavoura, mecanizar, reduzindo os custos e aumentando a produtividade, que está muito baixa no Estado". De acordo com os números do Deral, a queda na produtividade foi de 38%, de 1.531 kg/ha na safra passada para 948 kg/ha este ano. (V.L.)

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