Custos de produção crescem mais que preço
O estudo feito pelo Deral demonstra ainda que os custos de produção do feijão e milho aumentaram mais que o preço do grão. Com a soja, ocorreu movimento contrário: o aumento de preço de venda foi maior do que o custo, o que diferencia a rentabilidade e novamente a opção do produtor pela soja.
O aumento no rendimento do milho, com sucessivas incorporações de tecnologia no plantio, fez saltar a produtividade do grão cultivado no Paraná. Segundo a pesquisa, o milho avançou de uma produtividade de 6,5 mil quilos por hectare (kg/ha) em 2007 para uma estimativa de 8,6 mil kg/ha na safra 2015/16, um avanço de 32%. O feijão também elevou em 29% a produtividade, saindo de 1,4 mil kg/ha em 2007 para 1,8 mil kg/ha esperados na próxima safra. A soja cresceu apenas 14%. O rendimento, que era em torno de 3 mil kg/ha há dez anos, evoluiu para 3.430 kg/ha.
O estudo feito no Deral abordou também os custos de produção, tendo como parâmetro o mês de fevereiro. No período avaliado, o custo da soja subiu 64%, saindo de R$ 17,34/saca em 2007 para R$ 28,50 em 2015. No mesmo período, o preço recebido pelo produtor aumentou 120%.
O milho, que custava R$ 8,30/saca em 2007 aumentou seu custo para R$ 16,74/saca, alta de 102%. Já o preço aumentou 64% no mesmo período, saindo de uma média de R$ 12,67/saca para R$ 20,80/saca. Já o custo de produção do feijão preto cresceu 101%, saindo de R$ 41,04/saca em 2007 para R$ 124,51/saca em 2015. O preço do grão avançou 94% no período, saindo de R$ 64,31/saca para R$ 124,51/saca. (Reportagem Local)





