O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho, afirma que os comerciantes ainda não estão cumprindo a legislação municipal que determina a separação do lixo orgânico do reciclável. Por isso, para ele, a implantação da logística reversa não será um processo fácil na cidade. ''É duro dizer, mas ainda não estamos maduros o suficiente para isso'', diz ele, se referindo às questões ambientais.
Mesmo assim, Benvenho acredita que as medidas de proteção ao meio ambiente não podem ser adiadas. Mas quem deverá pagar a conta é o consumidor. ''Os empresários brasileiros não têm como arcar com novos custos. E o governo não faz sua parte para aliviar a alta carga tributária'', reclama.
O presidente da Acil afirma que a entidade tem procurado esclarecer os associados sobre as questões ambientais. Mas admite que o tema logística reversa ainda não foi tratado com os comerciantes.
Em sua empresa, a Midiograf, Benvenho garante que só compra tinta dos fornecedores que se comprometem a levar de volta as embalagens vazias. Também diz que apenas adquire lâmpadas fluorescentes daqueles que as recolhem depois de queimadas. ''Essa é uma preocupação que todos devemos ter'', alega. (N.B.)

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