Custo reduz competitividade da soja
O sistema de transporte da soja, o custo dos insumos e altos impostos sobre o grão foram apontados pelo diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallasini, como principais entraves à competividade do produto brasileiro. Ele proferiu palestra ontem no 2º Congresso Brasileiro de Soja.
Segundo Galassini, num hectare de soja os insumos consomem R$ 297,76 (63,99% dos gastos), as operações de dissecação, plantio, tratamento fitossanitário e colheita levam R$ 80,66 (17,33%) e fatores como frete, juros, assistência técnica e seguro absorvem R$ 86,91 (18,68%). Ainda dentro da porteira temos poucos recursos oficias e esta indecisão sobre os transgênicos, enumerou.
Como entraves após a porteira, o agronômo criticou a logística de escoamento de safra, divida em 67% por rodovias, 28% ferrovias e somente 5% por hidrovias embora esta seja a mais barata. O reflexo da disparidade são evidenciadas nos valores médios do frete de uma tonelada por mil quilômetros em três países: Estados Unidos (US$ 14), Brasil (US$ 35) e Argentina (US$ 17).
Também criticou os impostos brasileiros por tonelada de soja, estimados em US$ 18,00. O produtor argentino paga US$ 8,00 de taxas, enquanto o norte-americano é isento de tributos. A política de crédito é limitada, controlada e com juros elevados, completou.
Entre as reivindicações do diretor presidente da Coamo aparecem a necessidade urgente de uma reforma tributária, de um maior incentivo oficial para indústrias e compra de equipamentos, além de financiamentos com juros equiparados aos índices internacionais.





