Brasília - Enquanto a modificação na tarifação de pulso para minuto não entra em vigor, o governo irá estudar uma forma de evitar impacto na tarifa de quem usa internet com acesso discado. Duas alternativas já foram levantadas pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa: a criação de uma tarifa ''flat'' (fixa) para acesso discado à internet e o aumento do horário em que o usuário paga só um pulso por chamada telefônica local.
Atualmente é cobrado apenas um pulso em ligações feitas entre 0h e 6h (de segunda a sexta), a partir das 14h de sábado e aos domingos. De acordo com a proposta do ministro, esse horário poderia ser ampliado e passaria a vigorar entre 21h e 6h, por exemplo. Assim, o benefício de acessar a internet por telefone pagando só um pulso seria ampliado, minimizando parcialmente os efeitos da elevação da tarifa no horário comercial.
Outra alternativa é a criação da tarifa ''flat'', opção que a Anatel já estuda há algum tempo, mas que nunca foi implantada. Na agência, ela tem o nome técnico de 0100. Quando começou a ser estudada, essa alternativa visava resolver o problema de quem mora em municípios sem provedor de acesso e que, portanto, precisa fazer ligações de longa distância (com custo mais alto) para se conectar.
''Existe a possibilidade de se instituir um sistema de taxa fixa para o acesso à internet discada. Podemos fazer através do sistema 0100. São tratativas preliminares'', disse Costa, que chegou a sugerir valor para a tarifa: entre R$ 12 e R$ 15.
Apesar de ter concordado com o adiamento da mudança de pulsos para minutos, o presidente interino da Anatel, Plínio de Aguiar Júnior, que é membro do Comitê Gestor da Internet, minimizou o problema da alta de tarifa para quem usa acesso discado. ''Acho que a repercussão não é tão grande assim'', afirmou. ''O governo está preocupado com a minoria.
Ontem o governo divulgou o primeiro Índice de Serviços de Telecomunicações (IST), indicador que a partir deste ano substitui o IGP-DI no reajuste das tarifas de telefonia fixa. O IST de janeiro fechou em 0,58%, abaixo do IGP-DI (0,72%) e praticamente empatado com o IPCA (0,59%). No reajuste de junho, será levado em conta o IGP-DI de julho a dezembro do ano passado e o IST de janeiro a junho deste ano.

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