O custo das transportadoras rodoviárias de carga no transporte em distâncias médias (800 quilômetros) subiu 4,27% neste mês se comparado a março de 2000. É o que indica o Índice Nacional da Variação de Custos do Transporte Rodoviário de Cargas Ampliado (Incta), que mede a evolução de todos os custos da atividade de transporte, incluindo transferência de cargas, coleta e entrega de mercadorias, gerenciamento contra roubo de cargas e impostos.
No acumulado do ano, o Incta médio subiu 0,23%. No mês, a variação foi de 0,36%. A variação do índice desde julho de 94 (início do Plano Real) chegou a 77,92%.
O índice é apurado todo mês pela Fipe-USP (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo), em convênio com a Associação Nacional de Transporte de Cargas (NTC).
O período do último levantamento este ano foi até 20 de março, sendo que a terceira semana do mês é a mais importante para a coleta de dados. O Incta, único índice exclusivo do transporte rodoviário de cargas em uso atualmente, utiliza metodologia aprovada pelo Conselho Nacional das Entidades Representativas do Transporte Rodoviário de Cargas (Conet). A NTC divulga o índice no meio do mês para que as empresas o utilizem como referência para a composição dos fretes.
As transportadoras que percorreram distâncias muito longas (seis mil quilômetros) foram as que tiveram maior aumento de custos este mês. A variação do Incta em distâncias muito longas foi de 6,61% em março, em relação ao mesmo mês de 2000. No acumulado do mês, a variação foi de 0,92%.
As empresas que fizeram transporte em distâncias muito curtas (até 50 quilômetros, isto é, em centros urbanos) foram as que tiveram menor aumento de custos este ano. O Incta subiu 2,99% nos últimos 12 meses e 0,05% neste mês para distâncias muito curtas. No entanto, o aumento de custos para essas empresas é o maior desde o plano Real, alcançando variação de 88,97% de julho de 94 a março deste ano.

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