Depois de seis meses de funcionamento, a loja Spring Flowers, no Shopping Hauer, fechou as portas. Na vitrine, apenas uma placa de ‘‘vende-se’’ e dois números de telefones. Um dos donos, que não quer ter o nome divulgado, diz que a colocação da loja à venda se deve apenas à crise na economia brasileira. Ao lado da Spring Flowers, há outras quatro salas para vender ou alugar. O shopping tem 36 lojas.
O dono da loja diz que tudo o que a empresa faturava por mês, gastava com o aluguel e com o condomínio do shopping. ‘‘Ficou complicado manter a loja aberta nestas condições. Estávamos trabalhando para os outros’’, admite o comerciante. Ele pagava um alguel de pouco mais de R$ 1 mil e um condomínio de R$ 300.
Para o comerciante, os valores não eram altos se comparados com outros shoppings. Ele diz ainda que uma já ouviu a dona da franquia no Shopping Crystal reclamar da quantia de sonhos - seu principal produto - que precisa vender para conseguir pagar as despesas. ‘‘Ela tem de vender 300 sonhos por dia para pagar o custo operacional’’, diz o comerciante.
O lojista Léo Wahrhaftig também colocou o ponto à venda no Shopping Novo Batel. Mas ele garante que não se trata de nenhuma crise financeira. ‘‘Tenho 70 anos e chegou a hora de me aposentar’’, diz Wahrhaftig. Ele anuncia a venda da loja há seis meses e ainda não encontrou comprador. Wahrhafitg não acredita que uma loja dentro de um shopping custe mais caro que uma na rua.
Para ele, tudo depende da estrutura da loja. ‘‘O custo tem de ser comparado com o benefício’’, afirma. Ele lembra que uma loja fora de um shopping tem gastos individuais com segurança e limpeza. Além disso, tem uma circulação menor de clientes. Wahrhaftig diz que teve lojas em shopping e no centro da cidade. Ele garante que nunca precisou repassar o custo do shopping para o preço dos produtos. (C.M.)

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