A corrupção custa quase R$ 7 trilhões por ano à economia mundial, segundo um estudo do FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgado na última semana. Para o Fundo, há um "consenso crescente" de que a corrupção pode causar graves danos ao crescimento econômico e à distribuição de renda.
"A urgência é global em sua natureza, porque a corrupção é um problema que afeta tanto países desenvolvidos como em desenvolvimento", diz o estudo. O custo anual da corrupção é estimado em até US$ 2 trilhões (R$ 6,9 trilhões) com base em cálculos atualizados em 2015. O FMI afirma, porém, que o custo econômico e social da corrupção é provavelmente ainda maior, já que "propinas são apenas um aspecto das possíveis formas de corrupção".
O Brasil é citado como exemplo de como as investigações de desvios de fundos públicos podem desestabilizar o sistema político, "o que aumenta a incerteza dos agentes econômicos e tem um impacto negativo nas decisões do consumidor".
O estudo também ressalta as dificuldades de acesso aos mercados internacionais de crédito para os países onde há altos níveis de corrupção.
"Enquanto os custos econômicos diretos da corrupção são bem conhecidos, os custos indiretos podem ser até mais substanciais e debilitadores, levando a baixo crescimento e maior desigualdade de renda", diz a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde. "A corrupção também tem um impacto corrosivo mais amplo na sociedade. Abala a confiança no governo e corrói os padrões éticos dos cidadãos".

O equivalente a 2% do PIB mundial

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