O aumento dos preços dos materiais de construção encarece o custo final das obras, diz Osmar Ceolin Alves, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Londrina. Segundo ele, a maior dificuldade está sendo enfrentada pelas construtoras que trabalham com obras públicas porque os preços não podem ser reajustados durante um ano. ''O mercado vai ficar aquecido até quando? Até que ponto o cliente vai absorver este aumento de preços?'', questiona.
Alves acrescenta que este reajuste de custos deverá ser repassado aos consumidores, uma vez que a margem de lucro das construtoras é pequena. ''O setor está aquecido, mas não é um aquecimento tão forte. Está crescendo, principalmente, as incorporações de casas e apartamentos e as reformas'', comenta. Ele diz que um bom profissional sempre faltou no mercado e que, por isso, a entidade lançou programa de qualificação da mão-de-obra. Além disso, também há um programa de combate à informalidade, tanto na contratação de pessoal como da própria obra.
A segurança dos trabalhadores também está em discussão. No mês passado o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou decisão em que pessoas físicas também são responsáveis pela segurança dos trabalhadores. A Norma Resolutiva 18 (NR 18) existe há 12 anos mas, até então, havia uma discussão jurídica sobre a responsabilidade das pessoas físicas e, por isso, a lei só era cumprida pelas empresas ou seja por pessoas jurídicas. A partir da decisão, os sindicatos da indústria da construção e dos trabalhadores devem incluir a NR 18 na Convenção Coletiva de Trabalho, que já está em discussão.
''Se ocorrer algum acidente na obra o contratante pode ser responsabilizado criminalmente e se este item for incluído na convenção acreditamos que fica mais fácil a fiscalização por parte do Ministério do Trabalho e dos dois sindicatos. Esta decisão do STF é boa para os trabalhadores'', avalia José Carlos Salgueiro, 2º secretário do Sinduscon. Segundo ele, a maioria dos acidentes registrados em Londrina acontece em obras de particulares por falta de equipamentos de segurança e de cuidados necessários (F.M.)

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