Custo estadual está o dobro de junho de 2014
Os gastos com energia elétrica para a indústria do Paraná representam hoje o dobro do que em junho do ano passado, segundo a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). A fatia passou de 1,4% para 2,8%, na média, mas pode chegar a mais de 50% do total em alguns casos, como em indústrias de fundição.
A média nas fábricas de madeira é de 8,8% e nas de metalurgia, de 7,7%. Nesses tipos de segmentos, o economista Roberto Zurcher, da Fiep, afirma que é comum que empreendedores busquem locais com custo mais barato de energia para instalar indústrias. No Sul do País, por exemplo, o Paraná, que tem custo médio de
R$ 613,30, é bem menos atrativo do que Rio Grande do Sul (R$ 547,80).
Zurcher cita um porém de que as empresas também buscam mão de obra qualificada e qualidade do fornecimento, o que ameniza o problema do Paraná. "A indústria precisa de energia mais barata e precisa sofrer menos microcortes, que são oscilações na rede imperceptíveis ao olho humano, mas que chegam a paralisar o maquinário. A Copel tem a vantagem de ser considerada uma das melhores fornecedoras da América Latina."
Porém, ele lembra que o custo nacional atrapalha a competitividade da indústria em qualquer estado. "Precisamos investir pesadamente em fontes de energia limpas, como a solar e a eólica, que são mais baratas em longo prazo, para não dependermos das térmicas quando houver problemas hídricos como hoje", completa o economista. (F.G.)





