Imagem ilustrativa da imagem Custo dos alimentos tem 'repique' e sobe mais de 20% em um ano em Londrina
| Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A inflação sobre os alimentos disparou nos primeiros três meses de 2019, indica o levantamento da variação da cesta básica feita pela UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) divulgado neste fim de semana. O levantamento indica que o aumento no preço da comida chegou a 21,9% em um ano, ao fechar o mês de março, confirmando o repique detectado no mês de fevereiro, que chegou a 15,2%.

Com a alta de março, o valor médio dos 13 produtos da cesta básica, para uma pessoa, chegou a R$ 399,02, um incremento de 4,85% em relação ao mês anterior, quando custavam, em média, R$ 380,58.

Entretanto, o valor fica bem acima do cotado em março de 2018, de R$ 330,31 (aumento de 20,8%).Em abril de 2018, os mesmos produtos custavam, em média, R$ 327,42 (alta de 21,9% em um ano).

Em janeiro, a cesta básica tece redução de 5% em relação ao mês anterior, mas a alta anual calculada (12 meses) foi de 0,7%. Em fevereiro, a inflação anual dos alimentos chegou a 15,2%.


O repique nos preços pegou os pesquisadores de surpresa, diz o coordenador da pesquisa, o economista Marcos Rambalducci. “Se comparar só o mês de janeiro, vemos que teve uma elevação não muito significativa, mas o repique de fevereiro e a manutenção em março nos chama a atenção, porque a expectativa que tínhamos era um recuo em março diante de fevereiro”, explica.

Entretanto, ele afirma que os preços ainda não podem ser considerados um indicativo de avanço na inflação. “Muito disso [alta] foi em cima de hortifrutigranjeiros. Embora só calculemos sobre a banana, tomate e batata, foram os três produtos que mais apresentaram diferença na demonstração de preços. Então, ficamos cautelosos porque, embora encabecem a alta, eles podem voltar à normalidade no mês seguinte”, explica.

Para ele, com a chegada da nova safra do tomate, a redução no preço do feijão - que também sofreu com as condições climáticas - e a manutenção do preço da carne, que teve retração de 1,2% em março, o preço dos alimentos deve se acomodar novamente.


Maiores altas

Dos treze produtos sondados para o cálculo da cesta básica, tiveram alta em março a banana (23,9%), o tomate (18,5%), a batata (17,2%), o feijão (9%), o café (6,5%), a farinha (5,3%) e o óleo (1,9%).

O açúcar permaneceu estável (-0,6%) e apresentaram redução a carne (-1,2%), o pão (-1,5%), a margarina (-2,7%), o arroz (-3,8%) e o leite (-4%).

A variação é a média dos preços encontrados em dez supermercados de Londrina. Mas, se o consumidor comprasse os itens mais em conta em cada um dos estabelecimentos, pagaria R$ 327,23, uma economia de 16,2% em relação ao valor médio da cesta.


O supermercado em que a composição da cesta ficou mais barata teve um preço final de R$ 348,87 (12,6 % abaixo do valor médio) e o mais caro, R$ 459,44 (15,1 % acima da média).

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