O zootecnista Andrei Baroni explica que a técnica mais avançada utilizada na granja conjuga o uso da informática ao sistema de túnel. ‘‘Aí os recursos se ampliam, consegue-se controlar mais variáveis, como por exemplo a temperatura da água, a velocidade do vento interno, o nível de amônia no ambiente, que é prejudicial às aves’’. A amônia se origina dos dejetos das próprias aves, que excretam urina junto com as fezes. ‘‘Além do mais, o computador na granja permite o controle gerencial do negócio’’, acrescenta.
Segundo Baroni, o preço de investimento entre uma instalação do tipo A (rudimentar) e uma do tipo D (informatizada) é o dobro. A edificação de um aviário para 1.000 cabeças pode custar de R$ 15 mil a R$ 30 mil. Mas o zootecnista indica pelo menos cinco vantagens na troca: aumento mínimo de 50% da capacidade de alojamento das aves; redução de 50% da mortalidade (o índice referencial brasileiro é de 6%); melhor conversão alimentar; melhor uniformidade física do frango; e melhora dos índices sanitários, o que rende melhor qualidade de carcaça.
O zootecnista explica a referência à melhor conversão: no sistema de criação rudimentar, o frango precisa de 2kg de ração para ganhar 1kg de peso; na granja que utiliza túnel informatizado, a ave precisa menos, 1,9kg, para ir a 1kg de peso no mesmo período médio. Isso representa 5% de economia na oferta de ração - e ração significa 70% do custo do frango.
A tecnologia da CTB para as granjas modernas, diz o zootecnista, é tradicional nos Estados Unidos, e agora se amplia com a aquisição, pela Chore-Time Brock, da Fancon Agro Computers. Os sistemas CTB, que também produzem silos e controladores de estocagem e distribuição de rações e água, são utilizados no Brasil pela Cooperativa Coopervale, de Palotina. O modelo túnel sem informatização já está presente em 70 aviários brasileiros, inclusive no Paraná.
Até meados do próximo ano, a metade dos equipamentos CTB será fabricada no Brasil, pelo sistema de joint venture - um dos fabricantes será localizado em Cambé (PR). Em dois ou três anos, 100% do equipamento será brasileiro, inclusive para exportação. A representação latino-americana da CTB está em Londrina, na Chore-Time Brock Ltda. Uma rede de distribuidores dá sustentação a todo o País.

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