Custo do telefone fixo caiu 41%
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2002
Agência Estado 
Brasília O custo médio real para se ter e usar um telefone fixo no Brasil ficou 41% mais barato nos últimos sete anos. Um balanço do setor no ano passado, divulgado ontem pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mostra também que o número de telefones fixos instalados já ultrapassa os 47,8 milhões o que representaria a quinta maior planta do mundo. A densidade de telefones atingiu 27,8 por 100 habitantes, o dobro dos 13,6 existentes em 1998.
Para o consumidor, utilizar o telefone ficou mais acessível. Em dezembro de 1994, a cesta de serviços para um usuário residêncial, incluindo habilitação, assinatura mensal, pulsos e uma quantidade de minutos de interurbanos e ligações internacionais custava R$ 59,84 por mês. No final de 2001, esse mesmo pacote estava saindo R$ 35,28, a preços de 1994, já descontado a inflação do período. A preços correntes, porém, o valor é de R$ 70,39.
O componente da cesta que mais barateou foi a habilitação, ou seja, o custo para comprar o telefone, que chegou a custar R$ 4.759 em 1990, era de R$ 1.118 em 1994 e caiu para apenas R$ 38 em 2001.
As tarifas das ligações de longa distância nacional e internacional também apresentam queda considerável. Comparando com os valores cobrados em 1994, o minuto da chamada nacional está saindo a metade, em termos reais: R$ 0,43. As ligações internacionais seguem a mesma tendência. O minuto da chamada para os Estados Unidos, por exemplo, caiu de R$ 1,82 em 1998 para R$ 0,90 em 2001.
A planta de celulares também segue se expandindo rapidamente, tendo atingido a marca de 28,7 milhões em dezembro (68% dos quais são pré-pagos). A planta brasileira já é a sexta maior do mundo, disse o presidente da Anatel, Renato Guerreiro.
Reajuste O presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Renato Guerreiro, garantiu ontem que o reajuste anual das tarifas de telefone celular ficará abaixo de 10% para a maioria das empresas do setor. O aumento será anunciado pela agência na próxima semana e entrará em vigor em fevereiro. Segundo Guerreiro, as empresas pediram reajustes entre 15% e 20%. Mas ficará aquém dos índices de inflação ou dos índices postulados pelas empresas, disse.
Ontem, a Anatel divulgou o balanço do setor no ano passado. Das 39 empresas de telefonia fixa, 20 não cumpriram pelo menos um indicador das principais metas de qualidade instituídas pela agência. Três das 39 empresas de telefonia móvel não cumpriram as metas.


