Custo do crediário continua proibitivo
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domingo, 19 de julho de 1998
Agência Estado 
Arquivo FolhaPrestação caraLojas que cobram juros maiores no crediário devem promover pequena redução nas taxasPoucos bancos, lojistas e administradoras de cartões de crédito recalcularam o custo de financiamentos e empréstimos pessoais em decorrência do corte do IOF, de 15% para 6% ao ano. Como o juro cobrado no crédito pessoal, crédito direto ao consumidor (crediário), cheque especial e cartão de crédito continua salgado, o consumidor deve, se possível, adiar a compra ou a contratação do crédito. Há expectativa de eventual recuo dos encargos cobrados nas próximas semanas. Ainda assim, como o nível de inadimplência continua elevado, a tendência é que as taxas de juros permaneçam proibitivas.
No comércio, o crediário continua embutindo juro de 6% a 9% ao mês. Com a queda do IOF, é possível que as lojas que cobram as taxas mais elevadas promovam alguma redução, mas nada acima de 0,6 ponto percentual, avalia a Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
No mercado de carro, os bancos Mercantil de São Paulo-Finasa, Unibanco e BankBoston reduziram o encargo cobrado, por causa do corte do IOF. No Mercantil, a taxa final cobrada caiu de 2,95% para 2,64% ao mês; no Unibanco, baixou da faixa entre 3,10% e 3,33% ao mês para entre 2,86% e 3,29% ao mês; e no BankBoston, o encargo final (juro mais IOF) cobrado em 24 meses baixou de 3,64% para 2,9% ao mês, enquanto no leasing é de 2,4% ao mês.
Para quem vai financiar o veículo por meio do CDC do BankBoston, com entrada de 25% do preço e prazo de 12 meses, o encargo final recuou de 3,67% para 2,75% ao mês, em 12 meses, e de 3,56% para 2,72% ao mês, em 6 meses. Nesses casos, o beneficiado tende a ser o comprador que pretende financiar um valor baixo em prazo inferior a 24 meses e tem pressa em passar o bem para seu nome.
Entre as administradoras de cartão de crédito consultadas, apenas a do Banespa, Credicard e Diners baixaram o encargo cobrado em razão do corte do IOF. No Banespa, o recuo foi de 10,32% para 9,39%; no Credicard, de 11,58% para 11,27%; e no Diners, de 11,58% para 11,49%. Em contrapartida, o cartão do Banco América do Sul aumentou o juro de 11,58% para 11,65% ao mês e o Mercantil de São Paulo-Finasa, de 10% para 10,40% ao mês.
O custo financeiro de empréstimos por meio do cheque especial só foi reduzido, até sexta-feira, pelo Bradesco. Nesse caso, a taxa de juro caiu de 10,4% para 9% ao mês.
Nos empréstimos pessoais, as taxas foram mantidas, com exceção do Unibanco, que aumentou o juro de 6,10% para 6,70% ao mês para o prazo de 8 meses e reduziu a taxa em 30 dias de 5,80% para 5,75% ao mês.


