Custo do álcool aumenta competitividade do País
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quarta-feira, 22 de outubro de 2003
Eduardo Magossi<br> Agência Estado 
São Paulo O Brasil é o único país que tem a possibilidade de atender a demanda internacional de álcool no curto prazo. A afirmação foi feita por Peter Baron, presidente da Organização Internacional do Açúcar (OIA), com sede em Londres, e que está em São Paulo para participar da Terceira Conferência Datagro de Açúcar e Álcool, que ocorreu ontem. Segundo ele, o custo de produção do álcool e açúcar no Brasil é o menor do mundo e os produtores nacionais tem que aproveitar a vantagem competitiva para se firmar neste mercado.
''Nos próximos seis anos, a demanda por biocombustíveis vai aumentar e o Brasil tem que estar preparado para atendê-la'', disse. Baron ressalta que a produção do álcool é a melhor alternativa existente hoje para retirar a pressão sobre os preços do açúcar, mais baixos em razão do excesso de estoques e da pouca demanda. ''O álcool é o principal subproduto da cana depois do açúcar e que pode auxiliar no equilíbrio do volume de cana destinado à produção de açúcar'', disse.
Baron lembrou também que o álcool passou a ser importante devido a questão ambiental, de ser um combustível renovável e não poluente. ''O problema do álcool é que ele é caro para a maioria dos países, principalmente aqueles que utilizam o milho para fabricá-lo. Não é o caso do Brasil'', disse.
O presidente da OIA lembra que, além do Brasil, outros países estão buscando tecnologia para produzir álcool combustível de cana de açúcar. ''Mas nenhum conta com o benefício do custo baixo de produção que o Brasil tem'', disse.


