Alimentos e bebidas pressionaram novamente o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de novembro, que fechou com alta de 0,42%, segundo levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). A inflação acumulada no ano é de 5,22%, próxima à registrada entre janeiro e novembro do ano passado (5,33%).
Considerando apenas o grupo de alimentos e bebidas, a variação foi de 1,55%. Os produtos desse grupo que mais pesaram para o consumidor foram o tomate (alta de 28,56%), arroz (7,81%), pão francês (2,71%) e cerveja (7%). Entre janeiro e novembro, alimentos e bebidas subiram 8,61%. O grande vilão do grupo foi o feijão, que teve alta de 175% em 2001, ocasionada pela quebra de safra. Segundo os técnicos do Ipardes, a expansão das exportações ajuda a explicar a alta dos produtos alimentícios, já que diminuiu a oferta interna de alguns itens.
Outros produtos que pressionaram o IPC em Curitiba, medido para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, foram o cigarro, que aumentou 6,29%, automóveis novos (1,71%) e usados (0,37%) e condomínio (1,49%). A queda de preço dos combustíveis, sendo de 4,03% para gasolina e de 3,41% do álcool, neutralizou o índice do grupo de transporte e comunicação, que fechou em -0,1%.
A previsão é que em dezembro ocorra nova alta da inflação. Na avaliação de Schlesinger, a inflação acumulada no ano de 5,22% está em bom patamar. ''A meta do governo é que a inflação no ano fosse de 4%, mas o resultado foi satisfatório, dada a desvalorização do real, que foi bem alta durante o ano'', afirmou.

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