Custo de vida sobe 165,8% durante o Plano Real
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quarta-feira, 08 de janeiro de 2003
Agência Folha 
São Paulo A taxa de inflação acumulada desde o início do Plano Real, em julho de 1994, chegou a 165,8%, segundo dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos). Nesse período, os preços que mais subiram foram as tarifas públicas e administradas, que tiveram alta de 291,6%, acima da inflação. Dentro desse grupo, as maiores elevações foram da telefonia (+679,5%), do gás de botijão (+513,1%) e do óleo diesel (+364,4%).
Entre os preços regulados pelo mercado, as duas maiores altas registradas foram nos convênios médicos (+572%) e nos aluguéis (+420%). Quanto aos alimentos, o que mais subiu foi o feijão (359,9%).
Outros itens que lideraram as altas nos últimos oito anos e meio foram: óleo diesel (364%), gasolina (280%), álcool combustível (198%), ônibus (239%), pão francês (205%) e óleo de soja (201%).
Segundo o Dieese, a inflação durante o Real veio caindo até 1998, ano que registrou o menor índice (0,5%), e voltou a subir após a desvalorização cambial do início de 1999.
São Paulo O custo de vida no município de São Paulo aumentou 12,93% em 2002, segundo dados do Dieese. Segundo a coordenadora da pesquisa do Dieese, Cornélia Nogueira Porto, a taxa de 2002 é a maior desde 1995, quando o ICV atingiu 27,4%.
No mês de dezembro, o índice ficou em 2,39%. Em novembro, o ICV registrou a segunda maior taxa do ano e a terceira maior taxa desde o início do plano Real, de 3,20%.


