Carmem Murara
De Curitiba
A inflação em Curitiba e Região Metropolitana durante o mês de outubro foi de 0,55%, percentual que ficou abaixo do índice do custo de vida nacional, que foi de 0,9%. Os números foram divulgados ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). A inflação acumulada no ano é de 6,77%.
Segundo a pesquisa, os alimentos e as bebidas foram os itens que ficaram mais caros, com um aumento de 1,73%. O açúcar e a carne bovina foram os dois produtos que mais encareceram. A alimentação teve um peso de 0,34 pontos percentuais no índice da inflação.
O segundo grupo que ficou mais caro foi o de transporte e comunicação. A variação foi de 1,34%. O preço dos automóveis, que ficaram mais caros com o fim do acordo automotivo, sofreu uma variação de 6,73%, no caso do carro zero quilômetro, enquanto os carros de passeio usados e utilitários ficaram 0,4% mais caros. O álcool combustível também apresentou uma variação acima da média, com 6% de aumento.
Na relação dos produtos que mais contribuíram para elevar o custo de vida, em Curitiba, aparecem na ordem o carro 0 km, álcool combustível, açúcar refinado (14,9%), brinquedos e jogos (9,59%) e o condomínio (1,83%).
Entre os produtos que apresentaram as maiores quedas no preço estão os medicamentos, em especial os antibióticos, anti-inflamatórios e anti-infeccioso com queda de 9,08%. A gasolina teve redução de 2,09%. No caso do combustível, a alta registrada no início desta semana deverá pesar na inflação do próximo mês.
Ao contrário dos demais segmentos, o setor de Saúde e Cuidados Pessoais puxou a inflação para baixo, com uma queda de 2,79%. Sem este item, a inflação seria acrescida de mais 0,3 pontos percentuais. A variação negativa foi impulsionada pelos medicamentos, que apontou queda geral de 8,98%.

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