Tarifas de água e esgoto 9,7% mais caras elevaram o custo de vida no município de São Paulo, no mês passado. O Índice de Preços ao Consumidor (ICV), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), teve alta de 0,11% em setembro. Em agosto, o índice havia registrado deflação de 0,28%. As despesas com água e esgoto, para as famílias que gastam até 10 metros cúbicos de água por mês aumentaram em média 30,5%. ‘‘As famílias que consomem menos tiveram aumento maior’’, observa Cornélia Nogueira Porto, economista do Dieese.
A tarifa mínima de água e esgoto subiu de R$ 4,12 para R$ 5,50. Sem o impacto dessa correção de 33,5%, o IPC teria apresentado mais uma deflação de 0,07%, calcula a economista. Dos dez grupos de produtos e serviços pesquisados pelo Dieese, cinco tiveram queda de preços e quatro tiveram aumentos. O índice não subiu mais, ressalva, por causa da queda nos preços da comida e do vestuário. Os gastos com alimentação recuaram 0,19% e as roupas ficaram em média 2% mais baratas. ‘‘Essa queda no custo do vestuário contribuiu muito para frear a inflação’’, diz Cornélia.
Os preços subiram mais para os consumidores de classe média, que têm renda mensal em torno de R$ 2.782,90. Para essa parcela da população, a inflação ficou em 0,14%. Os gastos da classe média foram pressionados especialmente pelos serviços domésticos. As despesas com empregada doméstica subiram no mês 4,42%.

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