Custo de vida reflete ajustes preventivos de preços, diz ABN
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sábado, 30 de novembro de 2002
Agência Estado 
São Paulo Boa parte da taxa de inflação registrada nos dois últimos meses tem como origem reajustes preventivos de preços, mas não se pode descartar totalmente a existência da demanda como componente importante na elevação dos preços. A avaliação é do economista-chefe do ABN Amro Bank, Mário Mesquista. ''O que não há é uma demanda no sentido clássico, em que todos os setores pressionam por reajustes, mas se as pessoas não estivessem comprando não haveria espaço para aumentos de preços'', diz.
O economista também cita as parcelas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), pagas ao trabalhador como compensação das perdas nos Planos Collor e Verão, que foram usadas para reduzir a inadimplência, o que abriu espaço para um novo ciclo de consumo. A situação só não está pior porque ocorreu também um aumento da demanda agregada, que acaba reduzindo um pouco o poder de compra do consumidor interno, explica Mesquita.
Por isso, diz economistas, o aumento da taxa de juros terá como função principal arrefecer as expectativas que estão levando aos reajustes preventivos de preços e o ímpeto das empresas em recompor margens.


