São Paulo – Os efeitos da atividade mais fraca começam a dar os primeiros sinais sobre a inflação de serviços, diz o economista Marcel Caparoz, da RC Consultores, ao avaliar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março. Isso se deve à corrosão do poder de compra das famílias. "A resposta tende a ser uma diminuição da procura por esses serviços."
O economista lembra que o grupo serviços chegou a bater 9,19% em junho do ano passado e passou a se estabilizar na faixa de 8,00%. A tendência, disse, é de que a taxa rume para a marca de 7,00% neste ano. Já o IPCA fechado de 2015 deve ficar perto de 7,70%, estima. "Tem de tomar cuidado ao estimar que a inflação irá avançar muito mais que isso. O enfraquecimento do mercado de trabalho deve ajudar no arrefecimento de serviços."

Baixa renda


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de 1,51% em março, acima do resultado de fevereiro (1,16%). No primeiro trimestre do ano, o índice está em 4,21%, maior do que o percentual de 2,10% de igual período de 2014. Em 12 meses, a taxa foi para 8,42%, bem além dos 7,68% dos 12 meses anteriores. Em março de 2014 o INPC foi de 0,82%.
Os produtos alimentícios tiveram alta de 1,21% em março e os não alimentícios, de 1,64%. Dentre os índices regionais, o maior ficou com a região metropolitana de Curitiba (2,30%), em virtude da alta de 33,06% nas tarifas de energia elétrica.

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