Curitiba Um estudo feito pela Ocepar, que será apresentado hoje ao ministro Roberto Rodrigues, informa que o custo de produção da soja na safra 2004/05 aumentou 22% em relação à safra passada. E o custo de produção do milho sofreu um aumento ainda mais salgado, de 32%.
O custo total de produção da soja, que leva em conta o valor do preço da terra e depreciação com capital empatado na compra de máquinas e financiamentos, foi a R$ 32,88 a saca de 60 quilos na atual safra. O custo total não cobre a receita do produtor que está vendendo a soja entre R$ 29 a R$ 30 a saca.
Segundo Mafioletti, o produtor só vai ter uma margem de aproximadamente 55%, se for considerado o custo variável da produção a diferença entre o que ele desembolsa para plantar, como a compra de sementes, insumos, despesas com assistência técnica, seguro, combustível e juros sobre o capital de giro. Levando em consideração essas despesas, o produtor desembolsa cerca de R$ 19,32 por saca o que dá uma margem líquida de R$ 10 por saca.
Com o milho, o custo total calculado pela Ocepar é de R$ 17,02 a saca, que corresponde a um prejuízo de 21,58% se considerar que está vendendo o produto por cerca de R$ 14 a saca. Se for considerado o custo variável, o produtor está desembolsando R$ 11,57 por saca para plantar, o que lhe dá uma margem de 21% na comercialização do produto.
Segundo Mafioletti, esse estudo mostra que o produtor vai enfrentar margens bem apertadas na comercialização da safra de verão. Por isso, terá que racionalizar bastante a aplicação de fertilizantes e agrotóxicos. O técnico acredita que, este ano, o produtor pode ser ainda mais onerado com a necessidade de fazer pelo menos duas aplicações de fungicidas além do normal para evitar a infestação da ferrugem da soja. (V.C.)

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