São Paulo - O receio do consumidor na hora de optar por um importado é o custo da manutenção, pois boa parte das peças também vem de fora. Um jogo de pastilhas de um Audi A4, por exemplo, custa R$ 402, enquanto o de um Vectra sai por R$ 342, 17,5% menos. Para diminuir o receio, a Audi estendeu a dois anos a garantia dos modelos da marca com até cinco anos, a mesmo dos carros novos. Ficam de fora peças com desgaste natural, como pneus e velas.
Marco Francisco Borrs, gerente de desenvolvimento da rede e de veículos usados da Audi, lembra ainda que o seguro de um importado do segmento premium gira em torno de 3,5% a 5% do valor do veículo. ''Para um nacional 1.0, por exemplo, não fica por menos de 10% do valor do carro.'' Ele ressalta, porém, que o índice de roubos de um importado é menor em relação a vários modelos nacionais.
Nem todas as seguradoras, porém, trabalham com apólices para todo tipo de produto, diz Claudio Gasparini, que acaba de comprar uma Touareg 2005. Para ele, a relação custo-benefício é bem mais favorável a um importado seminovo do que a um nacional zero, mas o carro tem de ser muito bom. ''Se quebrar uma peça, o gasto é grande, de quatro a cinco vezes mais.''
O Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) também é salgado, pois é de 4% do valor do veículo. O seminovo, quando adquirido após o prazo de recolhimento do tributo, acrescenta essa vantagem, diz Ricardo Robertoni, da Private Collections. (C.S./AE)

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