Na produção de papel voltada para revistas e publicações, apesar de não haver incidência de impostos, Otávio Pontes, vice-presidente de Comunicação da Stora Enso, reclama que os tributos incluídos nos insumos, especialmente o ICMS embutido no custo da energia elétrica, torna seu custo maior do que os similares produzidos no exterior. ''Hoje já há capacidade nacional de produção de papel não utilizada devido ao aumento de importações, o que motivou um pedido de aumento do imposto de importação ao governo pela Bracelpa (Associação Brasileira de Produção de Papel e Celulose) por causa da suspeita de dumping por parte de vários exportadores'', diz. O processo está em análise pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
Na ocasião do fechamento da fábrica em Aratu, o presidente da Novelis no Brasil, Alexandre Almeida, disse ao Grupo Estado que o alto custo da energia, que representa 35% do preço final do produto, aliado à valorização do real, desencadearam o fim da unidade, que tinha capacidade para produzir 60 mil toneladas de alumínio primário por ano. ''Se juntarmos essa situação com a valorização do real, chegamos a um custo de produção muito acima do dos concorrentes'', disse. Segundo nota divulgada pela empresa, a unidade estava registrando prejuízo operacional desde 2009, com a queda nos preços do alumínio no mercado internacional.
A Stora Enso vai abrir uma fábrica de celulose no Uruguai, onde a empresa sabe que não enfrentará diversos obstáculos encontrados no Brasil, segundo Otávio Pontes, vice-presidente de Comunicação da companhia. Além de energia elétrica por um custo bem mais baixo, o executivo pondera que a empresa não terá outros ''problemas'', como a dificuldade de fazer a compensação de impostos ao longo da cadeia.
Procurada, a Gerdau informou que a área de redução direta da Usiba está ''temporariamente paralisada em razão dos custos de matérias-primas e insumos mais elevados em comparação com a produção de aço via fornos elétricos''. A CBA informou que o projeto de abrir uma unidade em Trinidad Tobago só não se concretizou ainda em função do desacordo comercial com aquele país. A Vale informou que vendeu os ativos da Valesul em janeiro de 2010 e que não comentaria a questão. Rio Tinto Alcan não se manifestou sobre o assunto. (K.M)

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