São Paulo O custo nacional de construção civil encerrou 2002 com aumento acumulado de 13,43%. O índice apresentou aceleração em relação a 2001, quando o reajuste acumulado foi de 8,94%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), só em dezembro os custos subiram 2,91% na comparação com novembro.
Desse modo, o indicador fechou 2002 em R$ 400,30 por m2, sendo R$ 231,80 por m2 para os materiais de construção e R$ 168,50 por m2 para a mão-de-obra. Seguindo outros índices de preços do setor, como o Custo Unitário Básico (CUB), a pesquisa do IBGE também concluiu que os materiais foram os itens que mais aumentaram no ano passado, com acumulado de 16,45%. Já a folha de pagamento subiu 9,52%.
O mesmo ocorreu em 2001, mas com menor intensidade. Naquele ano, os materiais aumentaram 10,07% e a mão-de-obra, 7,51%. Em dezembro, a diferença se repetiu: os insumos sofreram alta de 4,10% e a mão-de-obra, de 1,31%. A pesquisa baseia-se no Sistema Nacional de Índices e Custos da Construção, por meio de parceria com a Caixa Econômica Federal (CEF).
Regiões O Centro-Oeste foi a região de maior variação acumulada no ano, com alta de 15,36% nos custos de construção. Em seguida, vieram o Nordeste (13,98%), Sudeste (13,20%), Sul (12,76%) e Norte (12,16%). Em termos absolutos, o Sudeste a o Sul fecharam o ano com custos acima da média nacional. Os preços por m2, nestas regiões, foram de R$ 425,35 e R$ 408,64, respectivamente. Já o Norte apurou R$ 395, o Centro-Oeste, R$ 385,84 e o Nordeste, R$ 364,74.
Considerando-se a composição de custos regionais, o Centro-Oeste registrou o aumento mais expressivo dos materiais (18,35%), enquanto o Nordeste foi o que mais elevou os custos de mão-de-obra (11,30%).
Em dezembro, as maiores altas dos custos de construção ocorreram em Minas Gerais (6,54%), Paraíba (5,92%) e Rio Grande do Norte (5,27%). A pressão veio dos reajustes coletivos de salários. Distrito Federal (1,73%) e Amazonas (1,96%) apontaram os menores aumentos de preços do mês. Já no acumulado do ano, a Paraíba foi o Estado de maior variação dos custos globais (19,93%), seguida de Sergipe (17,96%) e Distrito Federal (17,17%).
Quanto aos valores, Roraima (R$ 494,32 por m2), São Paulo (R$ 451,16), Distrito Federal (R$ 434,47), Rio de Janeiro (R$ 429,84), Paraná (424,38), Amazonas (R$ 416,40), Tocantins (R$ 408,40), Alagoas (R$ 405,53) e Rio Grande do Sul (R$ 404,50) foram os Estados cujos custos gerais de construção ficaram acima da média brasileira (R$ 400,03).

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