O custo da cesta básica em Curitiba subiu 0,43% em janeiro, em relação ao mês anterior, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). A alta ficou abaixo a inflação (1,77% segundo o IGP-M) e foi puxada pelo preço da banana, que subiu 19,02%, seguida pelo açúcar (+7,84%), batata (+6,06%), arroz (+2,63%) e manteiga (+2,31%). O preço da alimentação mínima para uma família de quatro pessoas foi de R$ 266,19 em janeiro, equivalente 2,38 salários míninos.
A pequena alta no custo da cesta em janeiro interrompe a tendência de queda registrada em dezembro, quando a variação foi de -1,71%. Na comparação com janeiro de 1996, quando o preço da cesta básica subiu 3,85% em relação ao mês anterior, o resultado do primeiro mês de 97 pode ser considerado bom para os trabalhadores de baixa renda. No acumulado dos últimos 12 meses, o custo da cesta registra queda de 5,31%.
Mês passado, a compra da cesta básica comprometeu 86,11% do salário mínimo líquido. Em janeiro de 1995, o custo era de 101,86%, ou seja o valor efetivamente recebido era insuficiente para adquirir todos os produtos da cesta do Dieese.
Para atender às exigências que orientaram sua criação (permitir ao trabalhador pagar as necessidades básicas de sua família com moradia, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene e transporte), o salário mínimo deveria ser de R$ 774,40 em janeiro, segundo o Dieese.
Chuvas - A maior queda de preços dos produtos da cesta básica ocorreu com o tomate, que ficou 26,58% mais barato. A técnica do Dieese Rossana Cimineli explica que as chuvas provocaram queda na qualidade de boa parte da produção de tomate, o que derrubou os preços do produto - o Dieese colhe para a pesquisa os preços de ofertas.
A segunda maior alta de preços do mês, a do açúcar, foi provocada, segundo Rossana, por um reajuste de 7% pelas indústrias do setor. A alta no preço da batata também é atribuída às chuvas, que prejudicaram a colheita. Como as chuvas atrapalharam também o plantio, é provável que o preço do produto registre nova alta daqui a 80 e 120 dias, período do ciclo de produção deste tubérculo.
A alta de preço do arroz é atribuída ao período de entressafra. As chuvas de janeiro explicam também o encarecimento da manteiga, devido à dificuldade de transportar o leite dos locais de produção para os de processamento. O preço do leite, no entanto, permaneceu estável, o que é explicado pela condição de preço praticamente tabelado, embora não haja mais restrições legais a reajustes no varejo.

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