São Paulo - O custo da cesta básica subiu em oito das 16 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócios-Econômicos (Dieese) em março.
Das oito cidades em que houve elevação, cinco são da região Nordeste: Fortaleza (2,83%); Salvador (2,78%); João Pessoa (1,91%); Aracaju (1,84%); e Natal (0,79%).
Também tiveram aumento no valor da cesta básica o Rio de Janeiro (2,62%), Belém (1,03%) e São Paulo (0,98%). Entre as capitais que apresentaram redução no custo da cesta, tiveram destaque Brasília (-1,94%), Goiânia (-1,89%) e Belo Horizonte (-1,71%). As demais capitais apontaram as seguintes variações: Recife (-1,53%); Vitória (-1,30%); Curitiba (-1,22%); Florianópolis (-0,64%); e Porto Alegre (-0,38%).
Em fevereiro, de acordo com a pesquisa do Dieese, sete capitais já haviam registrado elevação no custo dos gêneros de primeira necessidade, oito tiveram quedas e em uma capital os preços ficaram estáveis.
No trimestre, seis capitais acumulam variação negativa no preço da cesta básica. As variações negativas mais expressivas, no acumulado dos três primeiros meses do ano, foram verificadas em Florianópolis (-6,46%), Curitiba (-5,88%) e Belo Horizonte (-4,00%).
Segundo o Dieese, algumas localidades, no entanto, acumulam aumentos significativos, como Natal (12,14%) e Fortaleza (8,58%). Considerando o período de 12 meses, entre abril de 2001 e março de 2002, apenas Belo Horizonte apresenta queda no custo da cesta básica, de 2,23%.
As maiores altas, em 12 meses, foram apuradas em capitais do Nordeste, como Recife (18,83%), Salvador (15,87%), Fortaleza (15,51%) e Natal (14,28%). O custo da cesta básica do paulistano voltou a ser o mais elevado em março dentre as 16 capitais pesquisadas pelo Dieese. A cesta básica de São Paulo atingiu R$ 129,89 no mês passado.
Em fevereiro, a cesta mais cara havia sido verificada em Porto Alegre (R$ 129,14), seguida por São Paulo (R$ 128,63), que em janeiro também era a mais cara (R$ 129,21).

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