Custo da cesta básica sobe em 11 capitais
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terça-feira, 04 de dezembro de 2007
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A exemplo do que ocorreu em outubro, também em novembro o custo dos gêneros alimentícios de primeira necessidade teve alta em 11 das 16 capitais onde o Dieese realiza sua pesquisa. Dentre as localidades onde houve alta, os destaques são: Brasília (6,4%), Aracaju (5,73%) e Salvador (4,31%). As outras capitais que registraram aumento foram: Belo Horizonte (3,9%), Goiânia (3,86%), Natal (3,8%), Curitiba (3,44%), Recife (2,36%), Belém (2,23%) e São Paulo (2,10%).
Em Curitiba, os produtos que puxaram a alta do índice foram a batata (+28,08%), o feijão (+12,78%) e a carne (+7,87%). Caso estes três alimentos tivessem ficado com os preços estáveis, a cesta teria queda de 1,41%. No ano, o índice já acumula uma alta de 10,32% e nos últimos 12 meses de 4,43%. A cesta de novembro registrou a terceira maior alta do ano, só perdendo para março (+5,11%) e agosto (+3,83%).
Entre agosto e novembro, os produtos da cesta ficaram 10,4% mais caros para o consumidor final. Dos 13 itens pesquisados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) dez tiveram aumento e apenas três fecharam o mês em queda. O único produto que ficou estável foi o leite.
O economista do Dieese, Sandro Silva, explicou que a batata subiu em função da entressafra. Em janeiro, a previsão é que o preço caia devido a entrada da safra. O feijão subiu nas 16 capitais pesquisadas pelo Dieese. Curitiba teve o 12º maior aumento neste item. A alta do produto foi provocada pela quebra de safra. A seca também prejudicou a safrinha e o plantio da safra do próximo ano. Por estes motivos, a tendência é que o produto continue a subir e a tradicional mistura arroz com feijão pese no bolso do curitibano.
A carne foi o produto da cesta que teve o terceiro maior aumento. Este alimento ficou mais caro em 15 capitais. Curitiba teve a 5 maior alta. De julho a novembro, o produto subiu 13,20% na Capital. A seca prejudicou as pastagens e aumentou o custo de produção porque os produtores foram obrigados a oferecer ração para os animais. Outro fator que influenciou o aumento da carne foi o aumento das exportações e o fim do embargo russo ao produto brasileiro.
O tomate foi o item com a maior queda em novembro (-19,69%) e, a tendência, é que o valor deste produto caia mais. O açúcar também teve queda de 0,88%. Além da batata, do feijão e da carne, também subiram outros itens como arroz (+7,05%), banana (+2,06%), óleo de soja (+1,98%), café (+1%), pão (0,67%), farinha de trigo (+0,42%) e manteiga (+0,11%). Em novembro, o custo da cesta para uma família curitibana foi de R$ 555,93.
A previsão de Silva é que, em dezembro, a cesta feche em alta por conta dos aumentos do feijão e da carne. A estimativa é que haja queda na batata e no tomate. O economista prevê que a cesta feche o ano muito acima da inflação em função das questões climáticas, da quebra de safra que atingiu batata, tomate e trigo e da recuperação de preços de alguns produtos nos mercados interno e externo.


