Pelo segundo mês consecutivo o custo da cesta básica ficou mais barato para os consumidores londrinenses. No mês de maio, o kit com 13 produtos sofreu deflação de 5,34%, conforme pesquisa que acompanha a evolução de preços da cesta na cidade. Com a redução, o custo médio da cesta para uma família com quatro pessoas - dois adultos e duas crianças - ficou em R$ 393,97. O valor para uma pessoa foi de R$ 131,32.
A batata foi o item que puxou a queda do kit básico de alimentos, com uma redução de 25%, seguida do tomate, cujo valor médio ficou 22,61 mais em conta. Os outros produtos que ficaram mais baratos foram: feijão (-16,47%), carne (-2,97%), leite tipo C (-1,35%), açúcar (-0,84%), arroz (-0,48%). Os outros seis produtos que registraram reajuste foram: banana (+11,60%), margarina (+10,84%), café (+7,31%), óleo de soja (+5,67%), farinha de trigo (+1,58%), pão francês (+1,33%).
Segundo o economista Flávio Oliveira dos Santos, coordenador da pesquisa, a redução no preço da batata, assim como a do tomate, pode estar relacionado às promoções ocasionais dos supermercados. ''Os produtos hortifrutis são sempre itens que oscilam bastante. Geralmente os supermercados colocam esses produtos em promoção para atrair o consumidor. É uma estratégia de marketing'', observou o economista.
Nos supermercados com os menores preços, dois localizados na região central e dois nos bairros, o custo da cesta básica para uma família ficou em R$ 351,48. No mais caro, localizado no Centro, o valor registrado foi de R$ 422,90. ''Entre o mais caro e o mais barato, a diferença chegou a 20,32%, o que representou em dinheiro R$ 71,42'', destacou Santos. Para realizar a pesquisa foram visitados 10 supermecados de Londrina.
Outro dado repassado pelo economista dá conta do valor que uma família pagaria se conseguisse comprar os produtos mais baratos de cada supermercado. A compra nesse caso, ficaria em R$ 332,82. Por conta dessas diferenças de preço, o economista sugere que o consumidor realize uma pesquisa antes de fazer a compra. ''Não dá para ir em todos os supermercados. Mas dá para visitar pelo uns três, o que já vai proporcionar uma boa economia'', argumentou.
A pesquisa de preço, entretanto, não é comum entre os consumidores. A auxiliar de enfermagem Jeane Carvalho Menezes, por exemplo, afirmou que nunca faz pesquisa. ''Não tenho muita paciência, eu dou só uma reparada no preço, mas não costumo nem fazer conta e nem reparar se os preços subiram ou baixaram de um mês para o outro'', destacou. O comerciante Roberto Nove, também admitiu que não faz pesquisa. ''Não tenho tempo de olhar preços. Porém, no final do mês, dá para perceber se a gente gastou mais no supermercado'', comentou. No último mês, por sinal, o comerciante disse que gastou menos com a compra de tomates e batatas.
Um pouco mais atenta e preocupada com os gastos, a administradora Roseli Roberto de Oliveira disse que tem por hábito pesquisar. ''Com essa estratégia, a conta sempre acaba saindo um pouco mais barata'', garantiu. Para ela, que sempre compra verduras e legumes, o preço do tomate sofreu uma leve redução no último mês. O mesmo afirmou a autônoma Maria Izabel Conceição Oliveira. Segundo ela, que também costuma fazer pesquisas, nos últimos dois meses foi possível encontrar a batata, o tomate e outros legumes com preços mais baixos.

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