Custo Brasil também cai na conta de empresários
Desde março de 2013, o Terminal de Cargas (Teca) do Aeroporto Internacional de São Paulo (GRU Airport), em Guarulhos, reduziu de 91 horas e 25 minutos para 71 horas e 41 minutos, ou 21%, o tempo de liberação das importações. O período em que os produtos ficam estocados fazem parte do chamado Custo Brasil, que representa deficiências competitivas do País em relação a outras nações no comércio exterior. Porém, segundo a GRU Airport, 45 horas e trinta minutos, ou 65% do tempo, ficou na conta de despachantes contratados pelas próprias empresas em abril deste ano.
A diferença era maior, de 63 horas e 45 minutos, ou 70%, em março de 2013. Isso porque a gestora criou mecanismos, como a digitalização de todos os processos de despacho, para facilitar a vida dos responsáveis privados pelas operações e por ações que também reduziram o tempo de outros oito processos, do Poder Público, de companhias aéreas, de transportadoras e do próprio Teca. A Receita Federal, por exemplo, ocupou em abril três horas e 44 minutos do tempo.
A gerente comercial do terminal, Maria Fan, afirma que, depois de ouvir muitas reclamações de empresários sobre a ineficiência em infraestrutura e o Custo Brasil, a GRU pesquisou o tempo gasto em cada ação e localizou o gargalo. "Essa medição mostrou que mais de 60% do tempo total de liberação é do próprio cliente ou do seu despachante", diz.
Ela lembra que cada empresa tem a própria programação de pagamentos de impostos ou de liberação de documentos, mas que é possível agilizar mais o processo. "Algumas planejam alguns dias para depois fazer o desembolso do imposto, mas tem algumas que liberam a carga no mesmo dia em que chega." (F.G.)





