Um dos mitos citados no livro da professora Marisa Éboli é aquele que ainda intimida grande parte dos empresários: os altos custos de implantação do sistema. ''Para a empresa que já tinha um centro de treinamento, a implantação de uma universidade corporativa não mudou muito o orçamento. O dinheiro que antes era aplicado em qualificação, mas sem se alinhar com estratégias, passa a ser melhor utilizado, canalizado para aquilo que faz diferença no desempenho da empresa'', avalia.
Para micro, pequenas e médias empresas que não tenham condições financeiras de adotar uma estrutura própria de educação corporativa, a consultora diz que uma saída são as universidades setoriais ou de categorias profissionais. ''Nelas, valem os mesmos princípios de uma universidade corporativa. Temos no Paraná, por exemplo, a Universidade do Alimento, projeto capitaneado pela Kraft Food, que desenvolve mão-de-obra qualificada para tecnologia do alimento'', ilustra.
A professora lembra que nenhum jovem sai da faculdade pronto para atender as necessidades da empresa. ''Antigamente as empresas podiam esperar uns quatro, cinco anos para que os profissionais aprendessem, na prática, o que era a empresa, as características do setor. Hoje elas não têm mais tempo. Por isso, em alguns setores, as empresas já estão indo atrás das faculdades e oferecendo cursos para os melhores alunos, antes mesmo de se formarem.'' (V.N.)

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