A situação do trigo só será resolvida se houver pressão de toda a cadeia produtiva sobre o governo, segundo os produtores. ''Falta um guarda-chuva governamental, por isso, tudo sempre estoura nas mãos do produtor'', resumem. Mas o debate deixou claro que os produtores e por extensão toda a cadeia trigo quer andar com suas próprias pernas, sem paternalismo e sem favores, apenas com regras bem definidas na comercialização especialmente com relação ao trigo importado.
Segudo o presidente da Corol, Eliseu de Paula, os triticultores produzem com qualidade e de acordo com as necessidades do mercado, mas a remuneração não tem cobrido os custos de produção. Ontem, por exemplo, o mercado regional pagou R$ 21,12/saca. O presidente calcula um custo de produção, para a safra de 2005, de R$ 23,86 para uma produtividade de 100 sacas/alqueire.
Eliseu de Paula valoriza a participação das multinacionais e indústrias que absorvem o produto, mas reclama da falta de comprometimento das mesmas com o triticultor brasileiro. Ele diz que é muito mais fácil vender para os pequenos moinhos. ''Quando não há lucro as multinacionais fecham as portas''. Detalhes do debate na Folha Rural do próximo sábado.

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