Em estado de greve, funcionários de curtumes de Maringá e região (Alto Paraná, Paranavaí, Colorado, Toledo, Umuarama e Mandaguaçu) decidiriam em assembléia na noite de ontem o dia do início da paralisação por tempo indeterminado. Também estava prevista a deliberação sobre a proposta patronal de pagamento de um salário mínimo de R$ 390,00 para a categoria. Até o fechamento desta edição, a assembléia não havia terminado.
Segundo o diretor da Federação dos Trabalhadores na Indústria Coureira do Brasil, Vicente Lopes da Silva, a categoria reivindica o pagamento do piso mínimo regional do Estado, que é de R$ 473,00, além de 6% de reajuste salarial para as faixas que ganham acima disso. O valor pago atualmente é o mínimo nacional - R$ 380,00. ''A data-base é no dia 1º de setembro. Já ocorreu até uma mesa-redonda entre o sindicato patronal e o Sintracouros na sede da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) de Maringá e até agora os patrões não se sensibilizaram com a situação'', afirmou.
De acordo com Silva, Maringá e região possuem cerca de 15 curtumes, os quais empregam 700 trabalhadores. A maioria das empresas exporta. A reportagem da FOLHA tentou entrar em contato com o presidente do Sindicato da Indústria de Curtimento de Couros e Peles do Estado do Paraná, Landyr Conceição Marucci, mas foi informada que ele estava em viagem e só retornaria na segunda-feira. O atendente não tinha autorização para repassar o celular de Marucci.

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